Coletivo

Grupo da Mulher Rendeira de Codiá


Funções

Descrição curta

O grupo surgiu em 1982, quando um jovem de Codiá, inspirado por apresentações escolares em Senador Pompeu, reuniu amigos para formar um coletivo dedicado à Dança da Mulher Rendeira. Desde então, suas performances têm encantado plateias em festivais locais e regionais, consolidando-se como uma das principais referências culturais do município. A atual formação, composta por 12 jovens — muitos deles filhos dos primeiros integrantes —, mantém viva a essência da dança, com figurinos típicos de cangaceiros e rendeiras, espingardas e movimentos que recriam a tradição com fidelidade e vigor.

E-mail: grupodamulherrendeiradecodia@gmail.com

Descrição

A Dança da Mulher Rendeira é uma manifestação artística que transcende o simples entretenimento para se tornar um símbolo da resistência cultural do Nordeste brasileiro. Sua origem, cercada de lendas, remete ao imaginário do cangaço e à figura de Lampião, que teria composto versos em homenagem à sua avó, Tia Jocosa, mestra na arte de fazer rendas. Essa fusão entre o universo sertanejo e a delicadeza do trabalho manual das rendeiras deu origem ao xaxado, ritmo marcado pelo som das alpargatas e das espingardas, que ecoava nas noites de luar pelo sertão. Hoje, essa tradição permanece viva no Distrito de Codiá, em Senador Pompeu, graças a um grupo de dança que há mais de 40 anos mantém viva essa expressão cultural única.

O grupo surgiu em 1982, quando um jovem de Codiá, inspirado por apresentações escolares em Senador Pompeu, reuniu amigos para formar um coletivo dedicado à Dança da Mulher Rendeira. Desde então, suas performances têm encantado plateias em festivais locais e regionais, consolidando-se como uma das principais referências culturais do município. A atual formação, composta por 12 jovens — muitos deles filhos dos primeiros integrantes —, mantém viva a essência da dança, com figurinos típicos de cangaceiros e rendeiras, espingardas e movimentos que recriam a tradição com fidelidade e vigor.

Essa trajetória de quatro décadas revela sua relevância cultural, uma vez que o grupo não apenas preserva uma expressão histórica, mas também a reinsere no cotidiano da comunidade, fortalecendo a identidade local. Suas apresentações gratuitas em escolas públicas e espaços comunitários contribuem para a integração social, ao democratizar o acesso à cultura e envolver jovens de diferentes gerações.

Além disso, o grupo se destaca em políticas afirmativas, pois é composto majoritariamente por jovens de uma região periférica rural (Codiá), muitos deles negros e filhos de agricultores, o que reforça seu papel na inclusão de grupos historicamente marginalizados, e sua atuação também dialoga com temáticas de valorização da cultura sertaneja e das tradições populares.

Para garantir a continuidade desse legado, busca as mais diversas estratégias que viabilizem a manutenção do grupo — como custos com ensaios, aquisição e reparos de figurinos, divulgação, participação em eventos, oficinas para os participantes e a comunidade em geral, a fim de transmitir os saberes e incentivar o surgimento de novos brincantes, garantindo a longevidade da tradição. Dessa forma, o projeto não apenas preserva uma tradição, mas a transforma em ferramenta de educação e transformação social, cumprindo com excelência os objetivos do edital e honrando a memória de quem, como Lampião e Tia Jocosa, um dia transformou a arte em resistência.

Relação dos primeiros integrantes da Dança da Mulher Rendeira de Codiá no ano de 1982: Carlos Antônio e Lucileide, Carlos Augusto (Guto) e Kátia Regina, Carlos Alberto (Beto) e Evânia, Airton e Luzia (Bia), Vadimar e Socorro (Rita), Edvan e Silvia (Lilá).

A formação atual tem como produtor e coreográfo o jovem Carlos Antônio Gomes Bezerra, e dentre os dançarinos estão Raiany Ferreira Bezerra, Radoik Ferreira Bezerra, Leiliane Crispin de Alencar, Thalia Alburquerque Bezerra, Rosângela Alves de Lima, Ranichelle da Silva Alves, Antônio José Gomes Cavalcante, Matheus Alves de Almeida, Iranildo Alves de Sousa Júnior, Robson André de Alencar, Alderlan Alves da Silva, Francisco Diego Rabino Souza.

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