Coletivo

Projeto Capoeira no Bairro


Funções

Descrição curta

Onde o calçadão acaba, começa a roda. E onde a roda gira, ninguém fica para trás.

E-mail: capoeiranobairro@gmail.com

Descrição

A “Casa da Capoeira” não era apenas um espaço – era o som da liberdade ecoando no Alto do Cruzeiro. Desde 2017, sob a liderança da mestra e produtora cultural Antonia Silda Gonzaga, filha do bairro, o projeto se tornou farol para crianças e jovens que enxergam na capoeira muito mais que ginga e música: veem ali um caminho para escapar da pobreza e da violência, reconectando-se com as raízes afro-brasileiras que moldam sua identidade. Oficinas de confecção de berimbaus, pandeiros e atabaques eram verdadeiras ferramentas de emancipação – além de tocados, os instrumentos eram vendidos e tornavam-se uma pequena fonte de renda para a manutenção do projeto, carregando o ritmo de uma comunidade que aprende, cria e resiste.

O projeto se desfez com o tempo, mas o legado deixado frutificou e, a partir dele, surgiu o projeto CAPOEIRA NO BAIRRO, em 2020, desenvolvido no calçadão no Bairro Patu, outro território periférico de Senador Pompeu (CE), marcado pela ausência de políticas socioculturais permanentes. Sob a batuta da produtora Gaddlin Allana Fernandes da Cruz (cria da comunidade) e tendo o contramestre Francisco Evilane Ferreira como professor (filho de Antonia Silda Gonzaga), o CAPOEIRA NO BAIRRO surgiu como fruto maduro da experiência da “Casa da Capoeira”. Aqui, a mesma energia que movia o Alto do Cruzeiro se adapta às urgências do Patu: a capoeira é ponte para educação, oportunizando acesso à cultura e ampliando as perspectivas de transformação social na vida de crianças e adolescentes que participam do projeto.

Em um contexto onde o Estado falha em garantir direitos básicos, o projeto ocupa lacunas vitais, desenvolvendo ações culturais, como rodas de capoeira, batizados, oficinas de instrumentos e dança afro que, não são apenas eventos, mas rituais de permanência – ensinam história negra que os livros apagam. Levando arte, cultura, esporte, lazer e educação, o projeto também ajuda a repensar o território. O Patu, como tantas periferias, é visto pelo que lhe falta. A partir do projeto, revelamos o que já tem: juventude talentosa, mestres da resistência e uma cultura que pulsa no sangue de seu povo.

A capoeira, aqui, não é hobby: é estratégia de sobrevivência. Quando um adolescente aprende a tocar o berimbau, ele domina mais que um instrumento – herda a linguagem dos ancestrais. Quando uma criança dá seu primeiro aú na roda, ela não cai: levanta uma comunidade inteira. De tal modo, projetos como a Casa da Capoeira e o Capoeira no Bairro são elos da mesma corrente. Provam que, quando a cultura habita as quebradas, ela não vira mero entretenimento, mas organiza, educa e liberta. Assim, enquanto houver ginga, haverá esperança. Onde o calçadão acaba, começa a roda. E onde a roda gira, ninguém fica para trás.

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